quinta-feira, 31 de maio de 2012

Reflexões Diárias de A.A.: 31/05

31 DE MAIO

DISPOSIÇÃO PARA SERVIR AOS OUTROS

... nossa Sociedade tem concluído que existe apenas uma única e elevada missão: levar a mensagem de A.A. para aqueles que não sabem haver uma saída.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 136

A “Luz para a liberdade” brilha alegre sobre meus companheiros alcoólicos quando cada um de nós desafia o outro para crescer. Os “Passos” para o aperfeiçoamento de si mesmo têm um início pequeno, mas cada Passo é um degrau a mais na escada que vai desde o abismo do desespero para uma nova esperança. Honestidade torna-se minha “ferramenta” para me soltar das “cadeias” que me escravizam Um padrinho, que é um ouvinte atencioso, pode me ajudar a ouvir verdadeiramente a mensagem que me guiará para a liberdade.
Peço a Deus coragem para viver de maneira que a Irmandade possa testemunhar Seus favores. Esta missão me liberta para compartilhar minhas dádivas de bem-estar através de uma disposição de espírito para servir aos outros.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Reflexões Diárias de A.A.: 30/05

30 DE MAIO

NOSSO PROPÓSITO PRIMORDIAL

Quanto mais A.A. se agarra ao seu propósito primordial, maior sua influência proveitosa em todos os lugares.

A.A. ATINGE A MAIORIDADE, p. 99 ou p. 96

É com gratidão que reflito nos primeiros dias de nossa Irmandade e naqueles sábios e amáveis “seguidores dos passos” que proclamavam que não podíamos nos desviar de nosso propósito primordial de transmitir a mensagem ao alcoólico que ainda sofre.
Desejo prestar meus respeitos àqueles que trabalham no campo do alcoolismo, tendo sempre em mente que A.A. não endossa qualquer causa que não seja a sua própria. Devo lembrar que A.A. não tem o monopólio de fazer milagres e permaneço humildemente agradecido por um Deus amoroso que tornou A.A. possível.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Reflexões Diárias de A.A.: 29/05

29 DE MAIO

VERDADEIRA TOLERÂNCIA

Para ser membro de A.A. o único requisito é o desejo de parar de beber.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 125

Ouvi a forma reduzida da Terceira Tradição, pela primeira vez, no Preâmbulo. Quando vim para A.A. não podia aceitar a mim mesmo, meu alcoolismo ou um Poder Superior. Se houvesse qualquer requisito físico, mental, moral ou religioso para ser membro, hoje eu estaria morto. Bill W. diz em sua fita sobre as Tradições, que a Terceira Tradição é um alvará para a liberdade individual. Porém, o que mais me impressionou foi o sentimento de aceitação dos membros que estavam praticando a Terceira Tradição, por me tolerarem e me aceitarem. Sinto que a aceitação é amor e amor e a vontade de Deus para nós.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

XI Ciclo de Estudos dos Doze Passos de AA - Faça já sua inscrição!!!

ORGULHO – AVAREZA – PREGUIÇA – INVEJA – GULA – LUXURIA – IRA

TIRE ESSES PESOS DA CONSCIÊNCIA

PARTICIPE DO 11º CICLO DE ESTUDO DOS DOZE PASSOS DE A.A

DIAS 29,30 DE JUNHO E 01 DE JULHO DE 2012
LOCAL: RECANTO COQUEIRO D'ÁGUA RUA MADRE GERTRUDES COMENSOLI, 225
SANTA LUZIA – MG (31) 3691-1166

VAGAS: 100
VALOR DA INSCRIÇÃO: R$ 180,00

INSCRIÇÕES: ESCRITÓRIO DE SERVIÇOS LOCAIS – AV. DOS ANDRADAS 302 – 5º ANDAR – 3224-7744

REALIZAÇÃO: 2º COMITÊ DE DISTRITO DA ÁREA DE MINAS GERAIS

INSCRIÇÕES TAMBÉM PODEM SER FEITAS POR CONTATO ATRAVÉS DESTE SITE OU PELO E-MAIL: COMPANHEIRO@AACARMOSION.COM

Reflexões Diárias de A.A.: 28/05

28 DE MAIO

DIREITOS IGUAIS

Uma vez ou outra, Grupos de A.A. resolvem inventar regras ... Após um período de medo e intolerância, o Grupo se acalma .... Não queremos negar a ninguém a oportunidade de recuperar-se do alcoolismo. Queremos ser justos, tanto quanto possível, sempre ficando ao alcance de todos.

A TRADIÇÃO DE A.A. COMO SE DESENVOLVEU, p. 14, 15 e 17

A.A. me ofereceu completa liberdade e me aceitou na Irmandade por mim mesmo. Para ser membro não dependia de concordância, sucesso financeiro ou educação, e sou muito grato por isto. Muitas vezes me pergunto se estendo essa mesma igualdade aos outros ou se nego a eles a liberdade de ser diferentes.
Hoje tento substituir meu medo e minha intolerância pela fé, paciência, amor e aceitação. Posso levar estas forças para meu Grupo de A.A., minha casa e meu escritório. Faço um esforço para levar minha atitude positiva para qualquer lugar que vou.
Não tenho nem o direito, nem a responsabilidade de julgar os outros. Dependendo da minha atitude, posso ver ingressantes em A.A., membros da família e amigos, como ameaças ou como professores. Quando penso em algum dos meus julgamentos passados, fica claro como meu farisaísmo me causou danos espirituais.

domingo, 27 de maio de 2012

Reflexões Diárias de A.A.: 27/05

27 DE MAIO

SEM SENTIMENTO DE CULPA

Dia a dia tentamos nos aproximar um pouco da perfeição de Deus. Assim sendo não precisamos ser consumidos por um tolo sentimento de culpa ...

NA OPINIÃO DO BILL, p. 15

Quando descobri pela primeira vez que não havia um único “não faça” nos Doze Passos de A.A., fiquei perturbado, porque esta descoberta abria de repente um portal gigantesco. Somente então fui capaz de perceber o que A.A. representa para mim:
A.A. não é um programa de “não faça” mas de “faça”.
A.A. não é uma lei marcial, é liberdade.
A.A. não é choro sobre os defeitos, mas suor sobre como colocá-los em ordem.
A.A. não é penitência, é salvação.
A.A. não é “pesar por mim”, por meus pecados, passados e presentes.
A.A. é “Louvor a Deus” pelo progresso que estou fazendo hoje.

sábado, 26 de maio de 2012

Reflexões Diárias de A.A.: 26/05

26 DE MAIO

TRANSFORMANDO O NEGATIVO EM POSITIVO

Nosso crescimento espiritual e emocional em A.A. não depende tanto de nossos sucessos como de nossos fracassos e contratempos. Se você tiver isso em mente, acho que sua recaída terá o efeito de impulsioná-lo escada acima, ao invés de para baixo.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 29

No contato com a dor e a adversidade que nossos cofundadores encontraram e venceram para estabelecer A.A., Bill W. envia uma clara mensagem: uma recaída pode ser uma experiência positiva para a abstinência e uma vida toda de recuperação. Uma recaída mostra a verdade daquilo que ouvimos repetidamente nas reuniões: “Evite o primeiro gole!” Reforça a convicção na natureza progressiva da doença, e insiste na necessidade e na beleza da humildade de nosso programa espiritual. Verdades simples vêm a mim de maneiras complicadas quando sou dirigido pelo ego.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

É hoje: Aniversário do Grupo Carmo-Sion de Alcoólicos Anônimos - COMPAREÇA!

Reflexões Diárias de A.A.: 25/05

25 DE MAIO

GRATIDÃO PROGRESSIVA

A gratidão deve ir para frente, nunca para trás.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 29

Eu sou muito grato ao meu Poder Superior por ter-me dado uma segunda chance para viver uma vida digna.
Através de Alcoólicos Anônimos recuperei minha sanidade. As promessas estão sendo cumpridas em minha vida. Sou grato por estar livre da escravidão do álcool. Sou grato pela paz de espírito e a oportunidade de crescer, mas minha gratidão deve ir para frente, nunca para trás. Não posso ficar sóbrio nas reuniões de ontem ou abordagens passadas. Preciso colocar minha gratidão em ação hoje.
Nosso cofundador dizia que a melhor maneira de demonstrar mossa gratidão é levar a mensagem para os outros. Sem ação a minha gratidão é apenas uma emoção agradável. Preciso colocá-la em ação praticando o Décimo Segundo Passo, transmitindo a mensagem e praticando os princípios em todos os meus assuntos. Sou grato por transmitir a mensagem hoje.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Quero ser meu amigo!


Quero ser meu amigo!

Temos certa dificuldade em colocar no papel os nossos pensamentos e idéias, ou porque não nos sentímos em condições, ou porque nos preocupamos com as críticas que poderemos receber. Mas, quando resolvemos escrever algo a respeito do programa de recuperação a nós sugerido, verificamos que também foi bastante difícil para os nossos co-fundadores sustentarem suas idéias quando ainda estávamos em formação.

Bill W., quando começou a escrever como funcionava o programa de recuperação, através do livro "Os Doze Passos", procurou base e orientação nos preceitos dos Grupos Oxford, na medicina, na religião e, principalmente, em suas próprias experiências e nas de outros companheiros. Foi muito difícil, para ele, aceitar a idéia de retirar do esboço do livro a palavra "Deus". Para nossa felicidade, após muito relutar, cedeu às criticas e a situação foi contornada utilizando-se a expressão " Poder Superior na forma que O concebemos". Bill nos deixou, com isso, uma grande lição nos dizendo, indiretamente, que temos que ser pacientes e prudentes com as críticas recebidas pois, afinal de contas, não somos perfeitos. Foi pensando nisso que resolvi ser meu amigo.

Para ser meu amigo necessito antes de mais nada, me aceitar como doente alcoólico, entender que minha doença não tem cura, saber que o álcool, realmente, é muito mais forte do que eu. Não adianta continuar lutando contra ele, pois sempre irá me derrotar. Só posso ser meu amigo se compreender que perdi o domínio total sobre a minha própria vida, que atingi meu fundo de poço e, para sair dele, basta dar o "primeiro passo" em direção à recuperação e libertação, passando a gostar de mim, a viver feliz sem o álcool e a ser meu amigo.

Tenho de acreditar na existência de uma força superior a mim, alguma coisa que possa substituir ou preencher o vazio deixado pelo meu alcoolismo. Tenho que acreditar nessa força milagrosa para poder, quem sabe, recuperar minha sanidade mental e espiritual, tenha ou não uma religião definida. Se conseguir um mínimo de fé, certamente conseguirei ser meu amigo, pedirei a essa força superior que "seja feita a Sua vontade" e não as coisas que eu desejo.

Para ser meu amigo, tenho de entrar em ação, usar a chave da boa vontade para abrir a porta da minha recuperação, deixando que entre essa força milagrosa e me dê a oportunidade de entregar a minha vida aos Seus cuidados. Tenho de aceitar a minha dependência a uma força superior que me levará cada vez mais para minha independência dentro do programa de recuperação, e não ao fanatismo.

Para ser meu amigo, antes tenho de tentar ser amigo da pessoa que vejo no espelho do meu quarto quando vou pentear os cabelos. Preciso aceitá-lo como ele realmente é e não como os outros querem que ele seja. Só posso ser meu verdadeiro amigo tentando fazer o meu próprio inventário, moral e pessoal, e não o inventário de outros companheiros de doença. Se eu conseguir entender a real necessidade desse inventário pessoal diário, vou modificar, lentamente, a minha maneira doentia de pensar e agir no meu dia-a-dia, vou viver o meu programa de recuperação, mantendo minha doença estacionada.

Poderei continuar sendo meu amigo, me dando conta da necessidade que tenho de admitir perante outro ser humano e a essa força superior, como eu entendo, a natureza exata das minhas falhas. Procuro escolher a pessoa certa para fazer o meu desabafo pessoal, pois a experiência me mostrou que eu não posso viver sozinho com os meus problemas. Preciso falar com alguém a esse respeito, alguém de minha confiança que saberá me ouvir, me entender e me aceitar como eu realmente sou.

Para ser meu amigo preciso estar consciente de que a força superior na qual acredito e tenho fé saberá muito bem a maneira como estou me prontificando a deixar que Ela remova todos os meus defeitos de caráter, embora eu saiba que alguns defeitos dificilmente consiga remover de imediato, talvez leve algum tempo e talvez nem consiga. Devo ter consciência de que não vou chegar à perfeição; somente o Primeiro Passo, onde nós admítimos inteiramente a nossa impotência perante o álcool, pode ser praticado com absoluta perfeição.

Para ser meu amigo tenho que tentar ser humilde e não orgulhoso, e como tem sido difícil para mim, me policio em todos os momentos da minha vida. O orgulho é, na realidade, viver a mentira: bebo quando quero, paro quando quero, bebo com meu dinheiro, não falta nada no meu lar, sou dono do meu nariz, posso me virar sozinho sem a ajuda dos outros. A humildade é viver a verdade: sou impotente perante o álcool, não consigo parar sozinho, preciso de ajuda, estou derrotado, meu lar desmoronou, aceito um Poder Superior a mim, sou meu amigo e gosto de mim, sou feliz fazendo o programa de A.A.

Sou meu amigo fazendo uma relação, não ordenada nem apressadamente, das pessoas que prejudiquei com meu alcoolismo. Me dispondo a reparar os danos causados a elas, tendo cuidado, e muito cuidado, para não causar danos maiores com tais reparações. Elas poderão não entender o meu objetivo , tenho de agir com cautela, coragem e muita prudência.

Para ser meu verdadeiro amigo tenho de, através da prece e da meditação, procurar o meu contato com essa força superior, pedindo apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a mim, pedindo forças para que possa realizar essa vontade. Agindo dessa maneira, aceitarei a Oração da Serenidade e, quem sabe, a Oração do Pai-Nosso, que foi atribuída, há algumas centenas de anos, a um homem considerado santo.

Serei muito mais meu amigo se procurar, à minha maneira, experimentar um despertar espiritual através do programa que me foi sugerido e aceito, tentando transmitir a mensagem para outras pessoas com o mesmo problema, dando a elas a mesma oportunidade de conhecer essa maravilhosa filosofia de vida. Ter a alegria e a felicidade de continuar vivendo e deixando que os outros vivam em paz.

Tenho plena certeza que, não existe coisa melhor no mundo do que estar sóbrio, estar feliz, poder amar e ser amado, respeitar e ser respeitado, ser aceito como somos e aceitar os outros como eles são, ser amigo de nós mesmos e dos outros.

Por todas essas justificativas é que eu quero cada vez mais ser meu amigo.


(Cunha, Porto Alegre/RS)

(VIVÊNCIA Nº 51 - Janeiro/Fevereiro 98)

É amanhã: Aniversário do Grupo Carmo-Sion de Alcoólicos Anônimos

Reflexões Diárias de A.A.: 24/05

24 DE MAIO

“FELIZ, ALEGRE E LIVRE”

Estamos certos de que Deus nos quer felizes, alegres e livres. Não devemos compartilhar a crença de que esta vida é um vale de lágrimas, embora em certa época tenha sido justamente isto para muitos de nós. Porém, é claro que nós mesmos criticamos a nossa própria degradação; não foi Deus. Evitemos então a criação deliberada de uma desgraça. Mas, se vierem problemas vamos aproveitá-los alegremente, como uma oportunidade de demonstrar Sua onipotência.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 148 ou p. 161

Por anos acreditei num Deus punidor e o culpava por minha desolação. Aprendi que devo entregar as “armas” do ego a fim de agarrar as “ferramentas” do programa de A.A. Não luto com o programa porque ele é um presente e eu nunca briguei quando recebia um presente. Se algumas vezes continuo lutando, é porque estou ainda preso às minhas velhas ideias e “... os resultados são nulos.”

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Prêmios e reconhecimentos ao A.A.

PRÊMIOS E RECONHECIMENTOS AO A. A. "

O PRÊMIO LASKER

Em 1951, o Prêmio Lasker foi atribuído aos Alcoólicos Anônimos. No respectivo diploma, lê-se o seguinte:

"A Associação Americana de Saúde Pública outorga o Prêmio Lasker para Grupos referentes a 1951 aos Alcoólicos Anônimos, em sinal de reconhecimento pela maneira singular e grandemente vitoriosa com que vem atacando esse problema sanitário e social velho como o tempo – o alcoolismo."

"Ao salientar-se o caráter de enfermidade do alcoolismo, o estigma social que acompanha tal condição está sendo eliminado".

"Os historiadores talvez reconheçam um dia que Alcoólicos Anônimos foi uma grande obra de desbravamento que produziu um novo instrumento de ação social; uma nova terapêutica baseada na irmandade resultante do sofrimento comum; terapêutica que encerra em si um vasto potencial para as miríades de outros males da humanidade".

O PRÊMIO CHAVE DE OURO

Apresentado ao A. A. em 1959. O Prêmio Chave de Ouro foi criado em 1959 pelo Conselho Nacional de Alcoolismo (agora conhecido como Conselho Nacional de Alcoolismo e Dependência de Drogas) para homenagear pessoas que fizeram contribuições relevantes para o campo do alcoolismo a nível nacional.
Esta organização foi fundada por Marty M., que estava entre as primeiras mulheres a alcançarem a sobriedade permanente em A. A. Bill W. cofundador de A. A., recebeu o prêmio em nome da Sociedade.

O PRÊMIO FRANCISCANO

Em 1967, a ordem dos convencionais padres franciscanos e Irmãos, concedeu o Prêmio Franciscano aos Alcoólicos Anônimos, em reconhecimento a "contribuição excepcional que A. A. fez para a humanidade no campo de serviço social.".
General Office Service uma carta para anunciar o prêmio lê, em parte: "Esperamos que a concessão do Prêmio Franciscano para a sociedade de Alcoólicos Anônimos será um impulso a todos os membros a continuar e aumentar a sua grande e muito trabalho necessário.".
Este foi o segundo prêmio dos franciscanos concedido à irmandade. Reconhecendo que o primeiro prêmio, Bill W. escreve em janeiro de 1950:
"Do ponto de vista A. A., um precedente interessante e útil foi estabelecida. Seremos capazes de dizer com confiança quando outros doadores colocados em uma aparição que faria tão bem, melhor ainda, de fato, se eles escolheram para homenagear a Sociedade de Alcoólicos Anônimos, em vez de qualquer um dos seus fundadores. Como eu disse esse conceito não era meu feliz em tudo. Ele realmente veio do fundador de sua ordem, São Francisco de Assis, cujo exemplo e espírito já fez tanto por mim e para A. A. "

O PRÊMIO AÇÃO VOLUNTÁRIA

Em reconhecimento da história de 48 anos de A. A. em proporcionar ao alcoólico que sofre com um caminho de volta para a sociedade e família, o Presidente Reagan presenteou A. A. com o Prêmio Ação Voluntária, em uma cerimônia na Casa Branca em 13 de abril de 1983. Os Prêmios Ação Voluntária foram criados em 1982 pelo Presidente e servem para realçar os indivíduos que tenham demonstrado realizações extraordinárias através da ação voluntária. Aceitando o prêmio de Alcoólicos Anônimos foi William E. Flynn, MD, em seguida, um administrador não alcoólico do Conselho de Serviços Gerais de A. A.. O prêmio em si, na forma de um medalhão de prata, é uma honra que todos nós compartilhamos em A. A. O Presidente fez as seguintes observações quando o prêmio foi apresentado: "Os Alcoólicos Anônimos, iniciada em 1935 por dois homens diagnosticados por médicos especialistas como alcoólatras incuráveis, é um programa único de exemplo, apoio e amizade pela recuperação de alcoólicos para novos membros. Desde a fundação do A. A., mais de 650.000 homens e mulheres que participaram ter superado seu alcoolismo.".

* Fonte: www.aa.org

Reflexões Diárias de A.A.: 23/05

23 DE MAIO

SAÚDE ESPIRITUAL

Ao vencermos a enfermidade espiritual, endireitamo-nos mental e fisicamente.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 85 ou p. 93

É muito difícil para mim aceitar minha doença espiritual, devido ao meu grande orgulho disfarçado por sucessos materiais e por meu poder intelectual. Inteligência não é incompatível com humildade, desde que eu coloque a humildade em primeiro lugar. Procurar prestígio e riqueza é o objetivo final para muitos neste mundo moderno. Seguir a moda e parecer melhor do que sou realmente é uma doença espiritual.
Reconhecer e admitir minhas fraquezas é o começo de uma boa saúde espiritual. É um sinal de saúde espiritual ser capaz de pedir a Deus todo o dia para me iluminar, reconhecer Sua vontade e ter forças para executá-la. Minha saúde espiritual está ótima quando percebo que, quanto mais melhoro, mais descubro quanto necessito da ajuda dos outros.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Dádiva primordial

Dádiva primordial

Alcoólicos Anônimos pode ser comparado a um grupo de médicos que pudesse descobrir a cura do câncer, e de cujo trabalho harmônico dependeria o destino de numerosos sofredores do mal. É bem verdade que cada um dos médicos do grupo poderia ter a sua especialidade. Cada um deles desejaria de quando em quando poder dedicar-se por inteiro ao seu campo específico ao invés de trabalhar com o grupo. Mas uma vez obtida a cura por esses homens, evidenciando que apenas através dos seus esforços conjuntos pôde ela ser conseguida, todos então passariam a dedicar-se com exclusividade à cura do câncer. Ante o fulgor de tão miraculosa descoberta, qualquer médico deixaria de lado suas demais ambições, sem dar importância a sacrifícios de ordem pessoal.

Igualmente unidos pelo dever, estão os membros de Alcoólicos Anônimos que provaram ser capazes de ajudar beberrões inveterados de uma forma que raramente é dada a outras pessoas. A realidade única de cada A.A. em identificar-se com o recém-chegado e reabilitá-lo, não depende de forma alguma de seu grau de instrução, eloqüência ou qualquer outra capacitação específica. A única coisa que importa é o fato de ser um alcoólico que encontrou a chave da sobriedade. Esses legados de sofrimento e reabilitação são facilmente transmissíveis entre os alcoólicos, passando de indivíduo para indivíduo. Trata-se da nossa dádiva divina, e cuidar que ela seja também conferida a outros como nós é o único objetivo que hoje em dia move os AAs em todo o mundo.

(Extraído do Livro Os Doze Passos e as Doze Tradições, págs. 135-136)

(Vivência nº 61)

Reflexões Diárias de A.A.: 22/05

22 DE MAIO

PRIMEIRO PASSO

Admitimos ... (“Nós” a primeira palavra do Primeiro Passo)

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 17

Quando eu bebia, tudo o que eu pensava era sempre “Eu, Eu, Eu”, ou “Meu, Meu, Meu.” Tal obsessão do ser, tal doença da alma, tal egoísmo espiritual me escravizou à garrafa mais da metade de minha vida.
O caminho para encontrar Deus e fazer Sua vontade um dia de cada vez, começou com a primeira expressão do Primeiro Passo... “Nós”.
Havia poder, força e segurança no plural e para um alcoólico como eu, também havia vida. Se tivesse tentado me recuperar sozinho, provavelmente teria morrido. Com Deus e outro alcoólico tenho um propósito divino na minha vida... tornei-me um canal para o amor benéfico de Deus.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

É sexta-feira: Aniversário do Grupo Carmo-Sion de Alcoólicos Anônimos

Minha primeira reunião

MINHA PRIMEIRA REUNIÃO

A.A. oferece diferentes tipos de reunião, com diferentes finalidades - logo,são muitas as "primeira reuniões de cada membro.

Na primeira abordagem que um membro da Irmandade me fez, ele disse: "Vamos lá, você vai apenas assistir à reunião. Se gostar, você fica, se não, vai embora." E um dia após sete anos, lembrei daquelas palavras, telefonei para ele desesperado e pedi que me levasse a uma reunião de A.A.

Em 12 de março de 1993, às 19:30 horas, cheguei na Igreja São Francisco de Paula, onde funcionava o grupo da Tijuca de A.A. Fomos muito bem recebidos logo na entrada e alguém nos indicou a primeira fila de cadeiras. Sentamos e no decorrer da reunião, fiquei admirado com as pessoas que vi - pareciam,na maioria, normais, saudáveis e felizes - não pareciam bêbados! Contaram em seus depoimentos quase toda a minha vida. Eu fiquei certo de que compreenderiam a fundo como eu me sentia naquele momento. E essa foi a
reunião de A.A. em que ingressei. O dia mais feliz de minha vida.

Meu primeiro contato com as palavras freqüências às reuniões veio logo na segunda reunião da qual participei. Alguns companheiros me disseram que, para evitar o primeiro gole, eu deveria ir assiduamente às diversas espécies de reuniões de A.A.

Ainda me lembro muito bem como as reuniões de novos foram importantes nos primeiros meses para mim - eram sessões de perguntas e respostas que esclareceram dúvidas que eu ainda tinha.

No grupo, em alguns dias da semana, as reuniões eram abertas, ou seja, qualquer pessoa podia participar, sendo alcoólica ou não. Essas reuniões eram geralmente de depoimentos em que os membros falavam ao grupo sobre seu alcoolismo, sobre o que lhes aconteceu e como se encontravam na recuperação. Eu podia sentir sinceridade e honestidade no que se ouvia. Cada membro falava somente de si mesmo, ninguém falava por A.A. como um todo. Geralmente alguns depoimentos faziam com que eu lembrasse de minha própria vida.

Em um dia específico da semana, acontecia a reunião fechada, isto é, somente para alcoólicos ou para pessoas que tentam descobrir se são alcoólicos.
Nessas reuniões havia mais liberdade para compartilhar as coisas que me incomodavam e que só a nós alcoólicos poderiam interessar – coisas confidenciais, até.

Depois de algumas 24 horas, comecei a me interessar pelas reuniões temáticas: os Passos, as Tradições, os Três Legados de A.A. e os lemas de A.A. Essas reuniões foram fundamentais pra que eu viesse a ter um crescimento espiritual e entendesse como funciona a Irmandade.

No ano do cinqüencentenário de A.A. no Brasil, tive a satisfação de participar da reunião comemorativa e foi muito gratificante.

Eu falo do passado, mas o grupo Barra da Tijuca ainda existe, cresceu muito e dele nasceu o Grupo Recreio, do qual hoje faço parte. Desejo a mim e aos companheiros(as), mais vinte e quatro horas, se possível com "freqüência à reunião".

(Rogério, Jacarepaguá/RJ)
Vivência 71 Mai/Jun 2001

Reflexões Diárias de A.A.: 21/05

21 DE MAIO

UMA LISTA DE BÊNÇÃOS

Um exercício que pratico é o de tentar fazer um inventário completo de minhas bênçãos...

NA OPINIÃO DO BILL, p. 37
O que tive de agradecer? Eu me fechei em mim mesmo e fiz uma lista das bênçãos pelas quais não sou responsável, começando com a de ter nascido com um corpo e uma mente sãos. Repassei exatamente setenta e quatro anos de vida, até o presente momento.
A lista ocupou duas páginas e levou duas horas para ser escrita.
Incluí saúde, família, dinheiro, A.A. – enfim, a gama toda.
Todo dia, nas minhas orações, peço a Deus que me ajude a lembrar de minha lista e ser grato por ela durante todo o dia.
Quando lembro minha lista de gratidão, é muito difícil concluir que Deus me castigou.

domingo, 20 de maio de 2012

Por que somos anônimos?

POR QUE SOMOS ANÔNIMOS?

O presidente da Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos, no qüinqüênio de 1951 1956, Bernard Schmidt afirmou: "acredito que aqueles que vivem de acordo com os princípios de A.A., gozam de uma felicidade maior do que qualquer tipo ou grupo de pessoas que conheço."

E, principalmente, quando não colocamos nossa personalidade, nosso egoísmo, acima desses princípios.

No decorrer da existência, presenciamos no dia-a-dia a luta pelo poder, prestigio e riqueza, arrasando a civilização homem contra homem, família contra família, grupo contra grupo, nação contra nação, todos se digladiando.

Quase todos aqueles envolvidos nesta violenta competição, declararam que seus objetivos são a paz e a justiça para eles mesmos, para os seus semelhantes e para as suas nações."Dê-nos o poder", dizem eles "e faremos justiça"; "dê-nos a fama e daremos nosso exemplo"; "dê-nos o dinheiro e ficaremos satisfeitos e felizes". As pessoas do mundo inteiro acreditam profundamente nisso e atuam de acordo com isso. Nessa verdadeira e espantosa bebedeira seca, a sociedade parece estar entrando num beco sem saída. O sinal de "pare" está claramente marcado, e anuncia "desastre", catástrofe.

O que tem a ver isso tudo com ANONIMATO DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS?

Nós de A.A. deveríamos saber disso. Quase todos temos transitado por esse beco sem saída. Sob a influencia do alcoolismo e da autojustificação, muitos de nós perseguimos os fantasmas da importância pessoal e do dinheiro, até o sinal do “pare” do desastre, quando chegamos em A.A.

A partir daí, olhamos ao redor e nos encontramos numa nova estrada, onde os sinais de indicação (esse programa maravilhoso de A.A.: Doze Passos e Doze Tradições) jamais revelam uma palavra a respeito de poder material, fama ou riqueza. Os novos sinais dizem: "Esse é o caminho para a sanidade e serenidade e o preço é o auto-sacrificio", a humildade.

A Décima Primeira Tradição surgiu de uma grande experiência de relações públicas: "Nossas relações com o público baseiam-se na atração em vez da promoção; na imprensa, no rádio e em filmes, cabe-nos sempre preservar o anonimato pessoal."

E, mais ainda, o anonimato é o manto protetor que cobre nossa sociedade toda. É mais que uma proteção; tem uma outra dimensão, um significado espiritual e continua refletindo com os mesmos propósitos em nossa Décima Segunda Tradição: "O anonimato é o alicerce espiritual de nossas Tradições, lembrando-nos sempre da necessidade de colocar os princípios acima das personalidades."

É, pois, "o anonimato a maior proteção que nossa sociedade pode ter" e a "essência espiritual do anonimato é o sacrifício". Sacrifício do abandono do álcool, exigindo-nos outros sacrifícios: "mudança de hábitos, amigos e outros mais". Os extremistas e os falsos pensamentos têm que desaparecer.

Temos que tentar atirar pela janela a autojustificação, a autopiedade e a raiva. Temos que nos livrar da competição louca, em busca do prestigio pessoal e grandes saldos bancários. Temos que assumir a responsabilidade pelo nosso estado lamentável e deixar de culpar os outros por isso. Temos que aprender a viver e conviver com o que nos restou.

São realmente sacrifícios?

Sim, são. Para obter suficiente humildade e respeito próprio a fim de permanecermos vivos, temos que abandonar o que realmente sempre foi nossa possessão mais querida, ou seja, a ambição e o orgulho exagerado.

Mas ainda isso não é o suficiente. O sacrifício precisa ir mais longe. Outras pessoas têm que ser beneficiadas, também, de maneira a começarmos a sentir o verdadeiro despertar espiritual do Décimo Segundo Passo, levando a mensagem de A.A. Muitas vezes, sacrificando tempo, energia, comodidade e até mesmo o conforto material, no sentido de tornarmos os outros felizes.

Tomamos essas atitudes, não porque pretendemos virtudes especiais ou sabedoria: fazemos essas coisas porque a dura experiência nos tem ensinado que A.A. tem que sobreviver num mundo conturbado como é o de hoje. Nós também abandonamos nossos direitos e nos sacrificamos, porque precisamos e, melhor ainda, porque queremos. A.A. é uma força maior do que qualquer um de nós; ele precisa continuar existindo ou milhares de nós morrerão.

Bill W. nos conta que a quebra de anonimato pode trazer conseqüências desagradáveis, não só para quem a pratica como para a própria Irmandade. Relata-nos sobre aquele jogador de beisebol que, em razão de sua recuperação espetacular através de A.A., obteve grande aclamação pessoal na imprensa, com seu nome completo e fotografia. Até Bill gostou da repercussão, pois foi atingido por essa publicidade, passando a ser fotografado e a dar entrevistas. Não demorou muito tempo, surgiram os comentários dos seus companheiros de A.A.: "esse sujeito, Bill, está se aproveitando do grande momento e o Dr. Bob não está pegando a sua parte." "Será que toda essa publicidade não vai subir à cabeça de Bill e ele se embriagará?"

Outros fatos ocorreram na época, inclusive intromissão em comícios políticos e outros ao lado de policiais, informando quais os bêbados que deveriam ir para A.A. e quais os que deveriam ir para a cadeia. Gente sendo contratada para dar palestras com o intuito de promoção de vendas, etc.

Essa preocupação todos nós ainda hoje a temos. Principalmente em casos de recaídas. Como ficam a imagem e o conceito de Alcoólicos Anônimos junto as público em geral?

Isso significa que qualquer membro mal-orientado pode assim pôr em perigo nossa Irmandade, a qualquer momento e em qualquer lugar. Imaginemos todos os membros de A.A. trabalhando em propaganda, procurando patrocinar comercial, usando o nome de A.A. para vender qualquer coisa, desde livros, pães, doces e até suco de uvas?

É lógico que daí começariam a aparecer as complicações de dinheiro, envolvendo quebra de anonimato e outras dificuldades negativas.

Naturalmente nenhum A.A. precisa ser anônimo para sua família, amigos ou vizinhos. Revelar sua condição a esse nível é geralmente correto e bom. Nem há qualquer perigo especial, quando falamos ao grupo ou em reuniões públicas, tomando o cuidado de não ser fotografado ou sair seu nome completo em reportagens jornalísticas.

Nós agora compreendemos perfeitamente que cem por cento do anonimato pessoal perante o público a nível de mídia é tão vital para a vida de A.A. como cem por cento de abstinência alcoólica para a vida de cada membro. Esse não é o conselho do medo, é a voz prudente de uma longa experiência, a fim de que aqueles que estão chegando tenham certeza de que seus nomes jamais serão revelados, também, por qualquer membro da Irmandade.

AUGUSTO G. PR

VIVENCIA N°. 37 SET/OUT 1995.

Reflexões Diárias de A.A.: 20/05

20 DE MAIO

UM DIA DE CADA VEZ

Acima de tudo, faça-o um dia de cada vez.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 11

Por que engano a mim mesmo dizendo-me que devo ficar sem beber somente um dia, quando sei perfeitamente bem que nunca mais posso beber em minha vida? Não estou me enganando, porque um dia de cada vez é provavelmente a única maneira, pela qual eu posso alcançar o objetivo a longo prazo de permanecer sóbrio.
Se eu determino que nunca mais vou beber na vida, me coloco numa certa condição. Como posso ter certeza de não mais beber, quando não tenho ideia do que me espera no futuro?
Na base de um dia de cada vez, tenho certeza de que posso ficar sem beber por um dia. Assim, fico numa condição de confiança. No final do dia tenho a recompensa da realização. A realização me faz sentir bem e faz com que eu queira mais!

sábado, 19 de maio de 2012

Mulher! A força que faltava!

MULHER! A FORÇA QUE FALTAVA!

Para qualquer Alcoólico, "independente do sexo" ultrapassar a barreira do orgulho que o cega, e entrar em um grupo de A.A., e ainda admitir que está derrotado pelo Álcool, que perdeu o rumo e que precisa de ajuda para se reencontrar, é uma missão que requer todo esforço do mundo.

Para a mulher parece mais difícil ainda, porque o peso da discriminação é mil vezes maior. A mulher nasce para ser santa; esperam que ela seja uma menina comportada, uma moça prendada e mais tarde uma mãe e esposa exemplar. A típica rainha do lar.

No fundo é isso que a mulher gostaria de ser, mas quando têm a infelicidade de desenvolver a doença do alcoolismo torna-se impossível realizar esta tarefa, mas ela não enxerga esta realidade, tenta esconder o problema de todas as maneiras, algumas pondo a culpa no outro, outras, bebendo escondida e muitas vezes pondo fim à própria vida. As poucas mulheres que chegam em A.A. ainda relutam, afinal admitir que é alcoólica é dar razão aos inimigos. Pessoas que viviam fazendo acusações injustas, a maioria querendo tirar a única alegria que ela possuía que era beber, já que ninguém gostava dela e não reconheciam suas qualidades.

Felizmente a magia do programa de recuperação sugerido por Alcoólicos Anônimos consegue na maioria das vezes acabar com todas essas defesas e ela se entrega a essa nova maneira de viver; passa por cima até das dificuldades normais que uma dona de casa enfrenta, às vezes jornada dupla de trabalho, filhos pequenos exigindo seus cuidados, ciúme por parte do marido que muito depressa esquece o inferno que vivia.

Às vezes ignoram o fato do alcoolismo ser uma doença incurável e acreditam que não é necessário a freqüência às reuniões.

Muitas vezes por falta de apadrinhamento ela acaba piorando a situação, pois no início a maioria de nós age como se tivéssemos feito um grande favor à nossa família pelo fato de ter parado de beber.
Só com o passar do tempo vamos entender que fizemos um grande favor sim, mas a nós mesmas, já que somos as maiores beneficiadas.

Quando a mulher ou "o homem" chega ao grupo, é tal qual um recém-nascido, os companheiros que já estão ali há algum tempo, se transformam em irmãos mais velhos, pai ou mãe.
Com todo o amor cuidado e paciência do mundo tentam nos ensinar os primeiros passos. Com o passar do tempo a compulsão pela bebida vai desaparecendo e ficamos livres para viver e deixar viver, vamos dando conta da gravidade do nosso problema e da grandeza deste programa de recuperação sugerido por Alcoólicos Anônimos, e a felicidade toma conta de nós.

Com a freqüência às reuniões a companheira vai achando resposta para seus porquês, mas vai também descobrindo que a irmandade é composta de Recuperação, Unidade e Serviço e que o grupo precisa de servidor; aí ela começa a sentir medo, pois certamente já percebeu que aqueles companheiros que trabalham pelo grupo são os mais criticados.

Ela decide então não se envolver com questões desgastantes, e vai continuar fazendo do jeito que tem dado certo para ela, já que o programa é individual; às vezes ela até usa os filhos como desculpa; diz que precisa se dedicar mais a eles para compensar o tempo em que ela bebia, quando tendo filhos, não era mãe, tinha marido, mas não era digna de ser chamada de esposa.

Os companheiros mais antigos continuam a insistir, eles sabem que correm o risco de levá-la até a se afastar do grupo e recair, mas por outro lado pode ser que ela só precise de um empurrãozinho para entender a importância do serviço em A.A. e que o serviço é o espelho da recuperação.

É servindo que temos a oportunidade de revelar nossas falhas e tentar corrigi-las. É servindo que vamos descobrir se realmente estamos reformulando ou se só tampamos a garrafa. É servindo que vamos ter a oportunidade de levar a mensagem que salva vidas a tantas vitimas que como nós, não sabíamos haver uma saída, e isso trás uma sensação indescritível só vivendo!

Deus não escolhe os preparados, ele prepara os escolhidos.
Vamos confiar Nele e nos apresentar para os trabalhos. Em A.A. há lugar para todos, aliás, nos serviços estão sobrando lugares. Não é verdade que exista discriminação para com mulher nos serviços; as divergências que surgem são normais e acontecem também entre os companheiros homens, nada mais é que zelo pela irmandade.

Os companheiros torcem para chegar o dia em que as mulheres passem por cima de todas as dificuldades e liderem lado a lado com eles. Não vamos deixar que acontecimentos corriqueiros, como envolvimentos emocionais, ou as famosas cantadas sejam empecilhos para que possamos colocar em prática nossos três legados, Recuperação, Unidade e Serviço.

Com os conhecimentos que adquirimos em A.A., podemos usar as dificuldades como experiência para o nosso próprio crescimento.
Despertar o interesse do outro deveria era levantar nossa auto-estima pois isso mostra que temos valor, se queremos corresponder ou não, somos nós que vamos decidir, pois agora nós temos direitos.
Se a situação fugir ao nosso controle poderemos contar com o apadrinhamento e até com a proteção de companheiros nos quais confiamos.

Não devemos jamais usar isso como desculpa para desistir do programa de vida que o A.A. nos oferece. Somos capazes, de lidar com as dificuldades sem quebrar a unidade do grupo. Lembrando que aquele companheiro que nos parece desrespeitoso ou coisa pior, é um doente, alguém que precisa continuar na irmandade tanto quanto nós.

Devemos ser capazes de distinguir uma coisa da outra. Não fazer tempestade em copo d'água, pois só assim seremos capazes de servir com responsabilidade e com amor.

Helena/DF
Vivência nº 101 – Mai./Jun. 2006

Reflexões Diárias de A.A.: 19/05

19 DE MAIO

DANDO SEM RESTRIÇÕES

E ele sabe bem que sua própria vida ficou enriquecida, como um dividendo extra por dar ao outro, sem exigir qualquer retribuição.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 69

O conceito de dar sem restrições foi difícil de entender quando vim para o Programa pela primeira vez. Tinha suspeitas quando os outros queriam me ajudar. Pensava: “Que eles vão querer de volta?” Mas logo aprendi a alegria de ajudar outro alcoólico, e entendi porque eles estavam ali no começo à minha disposição.
Minhas atitudes mudaram e eu desejava ajudar aos outros.
Algumas vezes ficava ansioso, quando queria que eles conhecessem as alegrias da sobriedade, que soubessem que a vida pode ser linda.
Quando minha vida está repleta do amoroso Deus do meu entendimento e dou este amor para meu companheiro alcoólico, sinto uma riqueza em especial que é muito difícil de explicar.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Autosuficiência

AUTOSUFICIÊNCIA

- Uma das razões para o respeito e admiração que a sociedade em geral tem por Alcoólicos Anônimos

Não aceitamos doações de pessoas que não façam parte da nossa Irmandade, nossas despesas são pagas às próprias contribuições voluntárias dos membros, mas para falarmos de autosuficiência, precisamos primeiro saber o que significa esta palavra:

Segundo o dicionário, auto-suficiente é aquele que se basta a si mesmo, agora, em Alcoólicos Anônimos, a meu ver, divide-se em três partes:

1) Membro auto-suficiente: Como membro de Alcoólicos Anônimos, devo procurar ser auto-suficiente, buscando para isso a sobriedade em primeiro lugar, me tornar menos dependente de meus familiares, amigos, patrões, empregados e etc.; devo buscar a auto-suficiência financeira tão logo seja possível, enfim, devo procurar andar com minhas próprias pernas.

2) Grupo auto-suficiente: Assim como o membro, o grupo de Alcoólicos Anônimos deve ser auto-suficiente, e para que isto aconteça, os membros do grupo devem tomar conhecimento e o mais importante, tentar pôr em prática os princípios a seguir:
- Unidade: um grupo unido está caminhando para a auto-suficiência, grupo desunido nunca será auto-suficiente.
- Liderança (Servidores): grupo com boa liderança não tem problemas com falta de servidores, pois sem estes, consequentemente, o grupo não será auto-suficiente.
- Membros: o grupo, para proporcionar boa recuperação para seus membros, deve buscar na recepção, abordagem e fraternidade, a sua auto-suficiência, para que aqueles que nos visitam ou chegam pela primeira vez, se sintam em casa. Na recepção de novos membros devemos falar como Alcoólicos Anônimos realmente funciona. Não devemos faltar com a verdade. Devemos falar sobre a sacola, o que ela representa e sua finalidade.
- Autonomia: (não confundir com independência): um grupo, para ser auto-suficiente precisa saber exatamente o que significa a autonomia de grupo. Ter conhecimento de que somos interdependentes, a nível mundial. O grupo deve tomar suas decisões levando sempre em consideração os outros grupos e o A.A. como um todo.
- CTO: um grupo que não transmite a mensagem jamais será autosuficiente, pois estará em franca decadência em todos os sentidos.
- Órgãos de Serviços: um grupo que não apoia o seu Distrito, EsSL, Área e o ESG, não será auto-suficiente, pois desconhece e não participa da evolução e do crescimento de Alcoólicos Anônimos como um todo.
- Anonimato: um grupo que não respeita o anonimato de seus membros está falhando em seu propósito, desobedecendo aos princípios de A.A. e colocando em risco a abstinência, sobriedade e serenidade de seus membros.
- Literatura: um grupo que não faz suas reuniões de estudos de nossa literatura, não chegará a ser auto-suficiente, pelo simples fato de que seus membros desconhecem como realmente A.A. funciona, dificultando assim sua Recuperação, sua Unidade e consequentemente, seu Serviço.
- Reuniões de Serviço: um grupo que não faz suas reuniões de serviço, não será auto-suficiente, porque a consciência coletiva não é consultada, e isto implica em alguém fazer as coisas sozinho, tornando-se um ditador ou muitas vezes fazendo valer a sua vontade, inibindo desta forma a participação de todos os membros nas decisões importantes que o grupo deve tomar.
- Temática: são importantes as discussões sobre temas da nossa literatura, isto fortalece o membro, o grupo e o A.A. como um todo.
- Sacola (dinheiro): tenho certeza de que um grupo unido, com boa liderança e frequência, sabendo o que é exatamente a autonomia do grupo, o CTO fazendo o seu trabalho, apoiando e recebendo o apoio de seus Órgãos de Serviços, promovendo suas reuniões temáticas, de estudo de literatura e de serviços, com todos os membros conhecendo os princípios de A.A., não terá problemas com a sua sacola. A sacola será sempre suficiente para pagar as despesas do grupo, contribuir para com o Distrito, EsSL, Área e ESG. Um grupo assim, com certeza, será auto-suficiente.

3) Orgãos de Serviços: tendo membros e grupos de A.A. auto-suficientes, com certeza, teremos órgãos de serviços auto-suficientes, para que todos juntos cumpramos o nosso propósito promordial, a nossa Quinta Tradição.

Temos problemas de auto-suficiência em nossos grupos. Para solucioná-los devemos procurar identificá-los, e buscar respostas para estas questões. Como? Fazendo todos um inventário. Um honesto inventário, de nós mesmos e do nosso grupo. Para que, juntos, detectemos nossas deficiências e unidos busquemos soluções dignas de homens e mulheres, AA's em recuperação, vivendo um dia de cada vez, com respeito, dignidade e auto-suficiência, nosso, de nossos grupos e de Alcoólicos Anônimos como um todo.

Portanto, mãos à obra; se cada um fizer sua parte, certamente nossos membros, grupos e A.A. como um todo serão auto-suficientes.

Infinitas vinte e quatro horas de sobriedade e serenidade.

Anônimo
Ilha do Governador/RJ

Reflexões Diárias de A.A.: 18/05

18 DE MAIO

LIBERDADE PARA SER EU MESMO

Se trabalharmos com afinco nesta fase de nosso desenvolvimento, ficaremos surpreendidos antes de chegar à metade do caminho. Vamos conhecer uma nova liberdade e uma nova felicidade.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 103 ou p. 112

Minha primeira verdadeira liberdade é a liberdade de não precisar beber hoje. Se realmente desejá-la, praticarei os Doze Passos, e através deles me chegará a felicidade desta liberdade – às vezes rapidamente, outras vezes lentamente. Seguir-se-ão outras liberdades, e fazer seu inventário será uma nova alegria. Tive uma nova liberdade hoje, a liberdade de ser eu mesmo. Tenho a liberdade de ser melhor do que jamais fui.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

A Espiritualidade do CTO à Luz de sua Ação

A ESPIRITUALIDADE DO CTO À LUZ DE SUA AÇÃO

Trabalhar na espiritualidade do CTO é algo de muito íntimo e intensamente iluminado.

A experiência concebida no exercício de sua ação coloca o Programa de Alcoólicos Anônimos disponível no relacionamento constante e salutar com a comunidade profissional em qualquer tempo e lugar.

Sabemos que a nossa dificuldade nasce da não compreensão; do não cumprimento; e da não praticidade com relação às Recomendações aprovadas nas reuniões das Conferências de Serviços Gerais (CSG).

Estamos colocando agora como sugestão:

O CTO como poderá entrar em ação?

Primeiramente por entender¬mos que trabalhar com os outros significa levar o conhecimento que temos como ajuda e que destes encontros tenhamos como resultado a qualificação de um bom trabalho do CTO. A competência de tudo ser feito com os outros sem formalidade e reconhecer o que eles representam nos possibilita a divulgação de A.A. a um novo crescimento.

A nossa habilidade que tanto nos identifica é de fundamental importância para fazer chegar a mensagem ao alcoólatra e a sua família.

Lembramos ainda da necessidade de conhecermos o Manual de Serviços; a organização de um programa de atividades; da responsabilidade na elaboração eficiente da padronização da mensagem, sem esquecer que a nossa recuperação é fruto dos nossos trinta e seis (36) princípios.

Portanto, a espiritualidade existente no exercício do CTO à luz de sua ação, assemelha-se a um bom servidor, que imbuído dos seus sentimentos e das suas emoções, coloca nas mãos do Poder Superior a consistência espiritual transformadora para manter as portas de A.A. sempre abertas.

Por onde começar um grande trabalho?

Estamos colocando aqui a sugestão de como um grupo de trabalho deve desenvolver o senti¬mento de unidade para um bom desempenho do servidor.

O CTO quando em ação reflete de imediato a mensagem de A.A. com eficácia e com visível bem-estar comum: a) das relações que conseguimos estabelecer com os outros somos o seu resultado; b) cada encontro com os outros nos possibilita uma nova modificação (crescimento) ; c) a responsabilidade e os resultados de¬pendem da habilidade de quem melhor souber transmitir a mensagem de A.A.

Entretanto, ainda entre outras razões, continuamos com a mesma dificuldade na colaboração e na compreensão do nosso serviço. Sabemos e conhecemos que a boa vontade é uma disposição sublime da solidariedade e que independentemente de ser mos servidores ou não, formamos Comissões com responsabilidade e ação.

Existe a necessidade premente em entender que somos o elo mútuo da mensagem de A. A. e que precisamos de nossos companheiros( as) para realizar nossos serviços.

Temos que exercitar a maneira de sermos amistosos; simpáticos; sinceros e honestos em nossas relações. Dessa forma poderemos manter um ótimo relacionamento e respeito às diferenças individuais de cada um, o que amenizaria e muito os desentendimentos nas nossas tarefas diárias.

Planejar em conjunto; organizar-se com cooperação e cordialidade é de fundamental importância num grupo de trabalho e, no nosso caso é bom lembrar que o companheiro que caminha ao nosso lado, com certeza, tem a mesma essência idealizadora na realização do trabalho e expectativa do resultado do mesmo.

Ulysses/G.Reviver/ CE

Vivência 92 - nov/dez. 2004